A scala naturae de Aristóteles na obra De generatione animalium  

. Associação Brasileira de Filosofia e História da Biologia

 

“Filosofia e História da Biologia”

 

Edição impressa: ISSN 1983-053X

Edição eletrônica: ISSN 2178-6224

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Filosofia e História da Biologia

"A scala naturae de Aristóteles na obra De generatione animalium"
Fabiana Vieira Ariza; Lilian Al-Chueyr Pereira Martins
Filosofia e História da Biologia, volume 5, número 1, páginas 21-34, 2010

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Resumo: A idéia de scala naturæ ou da “cadeia do ser”, presente no vocabulário da filosofia e da ciência ocidental, remonta aos gregos antigos e partia do senso intuitivo de que as coisas vivas pudessem ser alinhadas numa hierarquia de complexidade a partir da posição mais alta – ocupada pelo ser humano – até o ser vivo mais primitivo. Até o início do século XIX constituía a concepção mais familiar do esquema geral das coisas e padrões do universo. Nesse esquema, cada espécie podia ser colocada em uma única posição, cujos relativos se situavam imediatamente acima ou abaixo, de maneira que os pontos (mais altos e mais baixos, na cadeia) ficavam unidos via uma série regular de passos intermediários. Para muitos autores, principalmente no século XVIII, representava a ordem seguida pela criação. O objetivo deste trabalho é discutir até que ponto a idéia de scala naturæ estava presente no tratado De generatione animalium de Aristóteles (384-322 a.C.). Considerando as informações contidas nesta obra, foi possível reconstruir sua escala de perfeição e identificar os diferentes critérios que ele utilizou para elaborá-la tais como: o grau de calor, as formas de reprodução e geração. Entretanto, a hierarquia apresentada por Aristóteles não tem conotação evolutiva, estando em harmonia com sua visão cosmológica.
Palavras-chave: história natural; Aristóteles; scala naturæ

Aristotle’s scala naturæ in the treatise De generatione animalium

Abstract
: The concept of scala naturæ or “chain of being” that belongs to the vocabulary of the Western philosophy and science, goes back to the Ancient Greeks and starts from the naturalist’s intuitive grasp that living things might be ranked in a hierarchy of complexity from the highest (man) down to the most primitive ones. Till the early 19th century this was the most familiar conception of the general scheme of things and patterns of the universe. According to this idea, each species could be assigned a unique position, with its closest relatives placed immediately above and below it, so that the highest and the lowest points of the chain were linked via a series of regular intermediate steps. According to many authors, mainly from the 18th century, it represented the order followed by creation. This paper aims to discuss to what extent the idea of scala naturæ was present in Aristotle’s (384-322 B.C.) treatise De generatione animalium. Taking into account the content of this work, it was possible to rebuild Aristotle’s scale of perfection of animals and to identify the criteria employed by him in this task, such as the degree of heat, the kind of reproduction and generation. Aristotle’s hierarchy, however, does not involve biological evolution. In this way, it is in harmony with his cosmological view. 
Key-words: natural history; Aristotle; scala naturæ

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