Associação Brasileira de Filosofia e História da Biologia

 

“Filosofia e História da Biologia”

 

Edição impressa: ISSN 1983-053X

Edição eletrônica: ISSN 2178-6224

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Filosofia e História da Biologia

"Darwin’s pitch to the Christian world: his transatlantic strategy"
James Moore
Filosofia e História da Biologia, volume 5, número 2, páginas 309-326, 2010

artigo em formato PDF

Abstract: Born into a Christian world without an audience for naturalistic theories of evolution and human origins, Charles Darwin came of age sharing many of his world’s beliefs about nature, God and history. After the Beagle voyage he faced the challenge of gaining an audience for his private theorizing about life’s evolution from “one common ancestor”. From the start of his evolution-research he aimed to promote “my theory”, not necessarily as the negation of religious doctrines, but as a religious-scientific advance. One such doctrine, to which he adhered deeply, was a belief in the common-ancestry or brotherhood of the human races as the moral basis for abolishing black chattel slavery. With abolition complete in the British Empire in 1838, all eyes turned to the United States, where slavery flourished alongside a new slavery-sanctioning, race-pluralist creationism. Darwin’s transatlantic strategy from the 1850s was to cultivate elite anti-slavery Yankee naturalists whose sponsorship of his common-descent theory would serve to undermine this pluralist creationism more effectively than discredited scriptural arguments for human racial unity. His theory could thus appeal as a moral-scientific advance to abolitionist Christian America. But the strategy never realized its potential, leaving new forms of creationism to spring up in the twentieth century.
Key words: Darwin, Charles; Darwinism; evolution; creationism; common descent; slavery abolitionism; U.S. Civil War; Agassiz, Louis; Dana, James Dwight; Gray, Asa; Garrison, William Lloyd

Darwin comunica-se com o mundo cristão: sua estratégia transatlântica

Resumo: Nascido em um mundo cristão, sem audiência para teorias naturalistas de evolução e sobre as origens do homem, Charles Darwin cresceu compartilhando muitas de suas crenças sobre natureza, Deus e história. Após a viagem no Beagle ele se deparou com o desafio de obter uma audiência para sua própria teoria sobre a evolução da vida a partir de “um ancestral comum”. Desde o início de sua pesquisa sobre evolução ele teve por objetivo promover “minha teoria”, não necessariamente como uma negação das doutrinas religiosas, mas como um avanço científico-religioso. Tal doutrina, à qual ele aderiu profundamente, consistia na crença da ancestralidade comum ou parentesco das raças humanas como a base moral para a abolição da escravidão dos negros. Com a abolição da escravatura no Império Britânico em 1838, todos os olhos voltaram-se aos Estados Unidos, onde a escravidão florescia junto a um novo criacionismo, que a sancionava e era racista-pluralista. A estratégia transatlântica de Darwin, a partir dos anos 1850, foi a de cultivar os naturalistas da elite Yankee anti-escravagista cujo patrocínio à sua teoria da ancestralidade comum serviria mais efetivamente para minar o criacionismo pluralista do que os desacreditados argumentos bíblicos em prol da unidade racial humana. Sua teoria poderia então parecer como um avanço científico-moral para a América Cristã abolicionista. Mas sua estratégia não atingiu todo seu potencial, deixando novas formas de criacionismo surgirem no século XX.
Palavras-chave: Darwin, Charles; Darwinism; evolution; creationism; common descent; slavery abolitionism; U.S. Civil War; Agassiz, Louis; Dana, James Dwight; Gray, Asa; Garrison, William Lloyd

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