Associação Brasileira de Filosofia e História da Biologia

 

“Filosofia e História da Biologia”

 

Edição impressa: ISSN 1983-053X

Edição eletrônica: ISSN 2178-6224

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Filosofia e História da Biologia


"As pesquisas de Barbara McClintock sobre o crossing-over em Zea mays: 1925-1932"
João Paulo Di Monaco Durbano
Filosofia e História da Biologia, v. 10, n. 1, p. 49-65, 2015.

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Resumo: Durante a década de 1920, a teoria cromossômica mendeliana da hereditariedade já estava bem fundamentada em relação a vários aspectos, mas havia um ponto que continuava a ser questionado por alguns membros da comunidade científica, como William Bateson (1861-1926), por exemplo. Tratava-se da ausência de evidências citológicas de que os cromossomos trocavam partes (crossing-over)na meiose. O objetivo deste artigo é discutir sobre o trabalho desenvolvido a respeito da genética do milho pelos pesquisadores da Universidade de Cornell, que contribuiu para o esclarecimento desse aspecto, em 1931. Em suas investigações, Barbara McClintock (1902-1992) e sua colega Harriet Creighton (1909-2004) utilizaram cromossomos homólogos morfologicamente distinguíveis em dois pontos, mostrando nas preparações citológicas que eles realmente trocavam partes durante a meiose. As evidências apresentadas foram importantes para o fortalecimento da teoria, indicando que o fenômeno ocorria em plantas. O presente estudo levou à conclusão de que os resultados obtidos pelas autoras dependeram também de todo um trabalho que já vinha sendo desenvolvido por grupo da Universidade de Cornell. As evidências citológicas de troca de partes durante o crossing-over em Drosophila foram apresentadas por Curt Stern (1902-1981) no mesmo ano, alguns meses depois.
Palavras-chave: História da genética; crossing-over; McClintock, Barbara

The researches carried on by Barbara McClintock concerning the crossing-over in Zea mays: 1925-1932

Abstract: During the 1920’s the chromosome theory of Mendelian heredity was well grounded in several respects. However, there was a point that had been still under discussion by some members of the scientific community such as William Bateson (1861-1926). It was the lack of cytological evidence related to crossing-over. This paper aims to discuss the work on the genetics of Zea mays carried on by the Cornell University’s researchersthat contributed to clarify this feature. Barbara McClintock (1902-1992) and her colleague Harriet Creighton (1909-2004) employing homologous chromosomes which were morphologically different in two points showed in cytological preparations that they exchanged parts during meiosis. The evidence presented by them was important to strength the theory, showing that this phenomenon could also take place in plants. The present study leads to the conclusion that the results got by these researchers also depended on the work that had been performed by the group of the University of Cornell as a whole. The cytological evidence of crossing-over in Drosophila was provided by Curt Stern (1902-1981) some months later, in the same year.
Keywords: history of genetics; crossing-over; McClintock, Barbara

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