ISSN 1982-1026

Boletim de História e Filosofia da Biologia

Publicado pela Associação Brasileira de Filosofia e História da Biologia (ABFHiB)

Livros publicados

The Arrival of the Fittest: Biology’s Imaginary Futures

Jim Endersby

The University of Chicago Press, 2025. 400 p.

“No início do século XX, várias comunidades fizeram uso criativo das novas teorias sobre hereditariedade que circulavam na época, incluindo a hoje praticamente esquecida teoria da mutação proposta por Hugo de Vries. Escritores de ficção científica, socialistas, feministas e utopistas estão entre aqueles que enxergaram as incríveis possibilidades de uma evolução rápida e potencialmente controlável. Embora a teoria científica de De Vries tenha atraído brevemente a atenção da comunidade científica, seus muitos entusiastas se apropriaram dela para fins altamente imaginativos. Escritores como H.G. Wells, Edith Wharton, Charlotte Perkins Gilman, J.B.S. Haldane e Aldous Huxley criaram um novo tipo de futuro imaginário, que Jim Endersby denomina de biotopia. Essa abordagem explorou as possibilidades ambíguas da biologia—utópicas e distópicas—e as reinventou de maneiras que ainda influenciam a compreensão pública das ciências da vida. The Arrival of the Fittest recupera as origens fascinantes e esquecidas de ideias que influenciaram obras desde Admirável Mundo Novo até os filmes dos X-Men, refletindo também sobre as lições—positivas e negativas—que esse período pode nos oferecer.“(Da Editora)

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Explanation in Biology

 

Lauren N. Ross

Cambridge University Press, 2024. 67p.

“Este Elemento examina abordagens filosóficas sobre a explicação científica, especialmente aquelas aplicadas à biologia e às ciências da vida. Duas categorias principais de explicação científica são analisadas em detalhes: explicações causais e explicações não causais. A primeira seção deste Elemento fornece um breve histórico e apresenta fundamentos das abordagens filosóficas sobre explicação científica. A seção 2 trata das explicações causais, inicialmente discutindo tópicos fundamentais nessa área, como definição de causação, seleção causal e explicação redutiva. Em seguida, examina diferentes tipos específicos de explicação causal, incluindo aquelas baseadas em mecanismos e cascatas. A terceira seção aborda explicações não causais e matemáticas, que têm recebido significativa atenção na filosofia da biologia e das ciências da vida. São discutidos três tipos principais de explicação não causal e matemática: explicações topológicas e baseadas em restrições, explicações por otimalidade e eficiência, e explicações baseadas em modelos mínimos.” (Da Editora)
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Bacteria to AI: Human Futures with our Nonhuman Symbionts

 

N. Katherine Hayles

The University of Chicago Press, 2025. 304 p.

Uma nova teoria da mente que inclui inteligências não humanas e artificiais

A tão celebrada superioridade da inteligência humana não nos impediu de levar o planeta a um desastre ecológico. Para N. Katherine Hayles, a crise climática exige que repensemos pressupostos básicos sobre inteligências humanas e não humanas. Em Bacteria to AI, Hayles desenvolve uma nova teoria da mente – que denomina de estrutura cognitiva integrada (ECI) – que engloba as práticas de produção de significado de formas de vida que vão desde bactérias até plantas, animais, seres humanos e algumas formas de inteligência artificial. Por meio de um amplo levantamento que inclui biologia evolutiva, ciência da computação e literatura contemporânea, Hayles defende que outra forma de viver, fundamentada na ECI, não é apenas possível, mas necessária para garantir o futuro do nosso planeta” (Da Editora).

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Palaeontology in Public: Popular Science, Lost Creatures and Deep Time

Chris Manias (Ed.)

UCL Press, 2025. 362 p.

Desde o estabelecimento dos conceitos sobre tempo profundo, entre o fim do século XVIII e o início do século XIX, a paleontologia tem se destacado como uma das ciências mais populares. Dinossauros, mamutes, ancestrais humanos e outras criaturas extintas da história da Terra figuram entre os mais conhecidos ícones científicos e são essenciais para nossa compreensão sobre a natureza e o tempo. A paleontologia e seus praticantes exerceram grande influência sobre o entendimento público da ciência, apesar de sua posição frequentemente precária e instável dentro das instituições e redes científicas.

Palaeontology in Public investiga as conexões entre a paleontologia e a cultura pública ao longo dos últimos dois séculos. Ao fazê-lo, ele explora como essas dimensões públicas foram cruciais para o desenvolvimento dessa ciência, e como influenciaram visões mais amplas sobre ciência, natureza, meio ambiente, tempo e o mundo. A obra apresenta uma história da paleontologia de vertebrados por meio de estudos de caso instigantes. Dinossauros aparecem, naturalmente, incluindo o Spinosaurus, a personagem Gertie the Dinosaur criada por Winsor McCay, e as criaturas de Jurassic Park e The Lost World. Porém, também estão presentes pequenos mamíferos do Mesozoico, os gliptodontes da América do Sul e ancestrais humanos como os neandertais e australopitecos. Este livro mostra como a paleontologia é moldada pela relação com seus públicos, e como essa conexão é central à maneira como concebemos o passado e o futuro da Terra e de seus habitantes(Da Editora).

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