ISSN 1982-1026
Boletim de História e Filosofia da Biologia
Volume 19, número 4
DEZEMBRO de 2025
Livros publicados
Canguilhem Philosophe Du Vital: Lire La Connaissance de la Vie
Laurent Loison
Librarie Philosophique J. Vrin, 2025. 230 p.
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The Paradox of the Organism: Adaptation and Internal Conflict
J. Arvid Ågren & Manus M. Patten (Eds.)
Harvard University Press, 2025. 368 p.
“Como é que uma vasta gama de órgãos, tecidos, células e genes se unem para formar um organismo unificado? Durante séculos, biólogos e filósofos consideraram esse feito surpreendente como algo natural, tratando-o como uma questão de vontade divina ou inevitabilidade evolutiva. No entanto, a unidade está longe de ser garantida. Das células cancerígenas aos genes egoístas, o corpo é dilacerado por conflitos internos.
The Paradox of the Organism luta para resolver esse enigma. Como mostram os ensaios desta coletânea, questões profundas emergem quando penetramos o véu do organismo e consideramos os elementos autorreplicantes em seu interior. Um organismo é realmente um agente coeso que se adapta ao ecossistema que habita? Ou será que um organismo é em si um ecossistema, dentro do qual os componentes individuais estão envolvidos numa corrida armamentista contínua? As respostas têm implicações imediatas: para a compreensão do aborto espontâneo, o tratamento do câncer, a melhoria da saúde psicológica e a preservação da biodiversidade. Desafiando preceitos fundamentais da teoria da evolução, The Paradox of the Organism oferece um relato incisivo do extraordinário sucesso da vida.” (Da Editora).
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The Making of Scientific Knowledge: Sensory and Bodily Practices in Field Biology
Columbia University Press, 2025. 302 p.
“O que realmente acontece entre o momento em que um cientista observa um pássaro na natureza e publica um gráfico científico?
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“A filosofia da medicina há muito se preocupa com o status das doenças e distúrbios. Esses estados são genuinamente patológicos em um sentido objetivo e independente da mente, ou são meramente construções sociais carregadas de valores? A dialética predominante nesta área, portanto, opõe visões normativas a posições não normativas e naturalistas.Abordagens híbridas representam uma alternativa melhor a essas visões “puristas” desnecessariamente extremistas. As abordagens híbridas defendem que os critérios objetivos para a saúde e a doença podem coexistir de forma independente e harmoniosa com as considerações normativas. Até o momento, tais abordagens híbridas não conseguiram convencer muita gente. O fracasso deve-se em grande parte a sua dependência de noções inadequadas de disfunção biológica. Este Element tenta reparar essa situação ao esboçar os contornos de uma condição disfuncional mais sofisticada. Baseando-se em avanços recentes na medicina evolutiva, o autor examina os pontos fortes e as fragilidades remanescentes de uma abordagem híbrida da doença, devidamente reformulada“. (Da Editora).
